Água de Madeiros. 2010
Sinto o relevo da tua ausência,
como uma brisa que já não arrepia.
O murmúrio dos decididos passos
abandona o eco da sala de estar.
O tic tactear do teu relógio de pulso, suave...
silenciou-se da sua morada de saltos altos.
A tua presença foi tatuagem na areia
que um oceano de vida não vai apagar.
Partiste... e nunca mais voltaste.
E para trás não conseguiste olhar.
E nada... disseste!
P.S. - Não deixem de clicar abaixo no Play. O João acha que vale mesmo a pena...